Sobre

O Cartola e um outro amigo, o Dalmo Castelo, sabidos que eram, já aconselhavam: todo pranto tem hora. A mulher aguentou firme até o rapaz ir embora com outra. Só quando os dois viraram as costas, ela então permitiu que as lágrimas caíssem. Eu, que sou péssima em disfarces, não conseguiria camuflar a tristeza. Frear um sentimento assim é só pra quem pode. E quem não pode, se aceita em suas fraquezas. A gente até se omite num sorriso, e muitas vezes ninguém é capaz de imaginar quão fracos somos nós. Porque os fracos não têm mesmo vez. Então é melhor fingir e garantir um lugar na corrida.

As tantas histórias de desilusões, perdas e crises – além das minhas, as que gosto de ouvir – gritam que, apesar de todo mundo aparecer feliz nas bancas por aí, é impossível negar a humanidade. E eu nem acho bom se esconder tanto assim. Como está lá, naquela outra canção, quem sempre quer vitória perde a glória de chorar.

 

 

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